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Big data no contexto da indústria 4.0



Nós vivemos em uma era altamente tecnológica, com aparelhos eletroeletrônicos (celulares, máquinas, televisão, computadores), além de carros e casas cada vez mais conectados e inteligentes. Nesse cenário, também se insere a indústria, que busca cada vez mais a utilização de tecnologias para automação industrial e otimização de processos. Máquinas conectadas, inteligentes e automação industrial são algumas das características da nova era da indústria, comumente chamada de indústria 4.0.

A indústria 4.0 é um conceito que integra homens, sistemas, produtos e máquinas formando um sistema integrado inteligente de produção. Ou seja, usando tecnologias da informação emergentes como big data, computação em nuvem, aprendizado de máquina, internet das coisas, em conjunto com robótica avançada e inteligência artificial, a indústria consegue se moldar de forma que seu processo produtivo possua sistemas autônomos, flexíveis, e customizáveis para atender as demandas dos clientes, dando origem as ‘fábricas inteligentes’.

Nas fábricas inteligentes da indústria 4.0, as máquinas “conversam” umas com as outras. Isso significa que as máquinas geram dados e compartilham com outras máquinas. Diversos sensores instalados no chão de fábrica também geram dados. Todos esses dados formam uma rede de informações, e podem ser coletados e disponibilizados pelo sistema em tempo real.

Nesse contexto, a ferramenta que coleta, processa e analisa esses dados gerados é big data, pois essa tecnologia é capaz de analisar grandes volumes de dados, de diferentes formatos e origens, e com rápido processamento. Por isso big data é considerado um dos pilares da indústria 4.0.

Existes muitas possibilidades de uso de big data no contexto da indústria 4.0, por exemplo, com os dados obtidos de sensores e máquinas associados com históricos de banco de dados, e dados de fontes externas como de clientes e fornecedores é possível melhorar processos, pois os dados gerados permitem identificar a causa raiz de um problema facilitando a mitigação do mesmo. Também é possível realizar manutenção preventivas, evitando paradas não programadas da produção. Além de permitir o acompanhamento remoto da produção em tempo real, já que todos os sistemas são integrados e disponibilizados na rede. Big data também permite que novas relações e padrões sejam obtidos das análises gerando insights que pode ser usado para desenvolver/melhorar um produto, assim como, tomar decisões rápidas e precisas baseadas em dados. Outras possibilidades são controle de estoque, controle da qualidade, otimização da cadeia de suprimentos, etc.

Diante dessa conjuntura, big data oferece outros meios e modos para que engenheiros de produção executem suas atividades de forma mais rápida, eficiente e precisa. Porém, para atender as necessidades atuais das empresas e da altamente conectada e automatizada indústria 4.0, além de evoluir profissionalmente, é indispensável a busca por conhecimento (bases de programação avançada, conhecer e estudar as ferramentas e tecnologias que envolve as fábricas inteligentes, etc.), para que assim, possam oferecer seus serviços com a qualificação que a indústria atual exige.


Autoria: Larissa Malta, Graduanda em Engenharia de Produção.


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