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Como diminuir gastos com a filosofia Lean



Não há dúvidas de que o objetivo de grande parte das organizações é dar lucros. E para alcançar esse propósito existem duas saídas lógicas: aumentar o faturamento ou diminuir os gastos. No entanto, infelizmente, nem sempre é possível crescer o faturamento da noite para o dia, e considerando o cenário atual enfrentado, isso se torna ainda mais difícil.


Dessa forma, a única solução que resta é trabalhar na redução de gastos. Mas como fazer isso?


É nesse contexto que entra a filosofia Lean, ou Lean Thinking.



A filosofia Lean é um modelo de gestão empresarial criado durante o Sistema Toyota de Produção, no Japão, com o objetivo de enxergar os problemas e propor soluções simples e enxutas para obstáculos do cotidiano. Apesar de parecer que o Lean é só sobre processos, é importante entender que além de buscar a melhoria contínua, o Lean Thinking também é sobre pessoas.


Nesse caso, tratando-se de diminuir os custos de uma organização, é preciso tomar decisões que não comprometam o futuro da empresa. A lógica de cortar gastos a qualquer custo pode causar incontáveis consequências indesejadas, desde a perda de participação de mercado por cortar itens de valor para o cliente até a perda de colaboradores importantes.


Então, para alcançar o objetivo de redução de custos sem tomar decisões precipitadas, é necessário conhecer e mentalizar os 5 princípios básicos fundamentais da cultura Lean, são eles:


  • Valor: O primeiro princípio se trata de entender o valor de um produto ou serviço a partir da perspectiva do cliente. Ou seja, é possível cortar itens que não sejam de extrema necessidade para o produto, coisas que o cliente gostaria de ter, mas que não está disposto a pagar a mais por isso. Dessa forma, pode-se diminuir os preços sem reduzir margens.

  • Fluxo de valor: O segundo princípio é sobre conhecer a cadeia de valor para cada produto. Ferramentas como o mapeamento do fluxo de valor podem auxiliar a identificar desperdícios e criar melhoria mais apropriadas.

  • Fluxo contínuo: O terceiro princípio é o sobre gerar um fluxo de valor sem desperdícios através do fluxo contínuo. O uso do fluxo contínuo proporciona a redução de esperas entre atividades e do nível de estoques. Isso elimina esperas e permite produzir de forma padronizada com o ritmo da demanda.

  • Sistema puxado: O quarto princípio é o de configurar o sistema produtivo de forma puxada. Esse é um método de controle da produção em que as primeiras atividades de produção (como a realização do pedido) avisam as atividades posteriores (como a separação no estoque) sobre o seu acontecimento, tentando eliminar a produção em excesso. Nesse princípio, a demanda gerada pelo cliente é o que inicia a produção.

  • Melhoria contínua: Por fim, com relação ao quinto princípio, devemos buscar a melhoria do fluxo de valor por meio de um processo contínuo de redução de perdas de forma incessante, até atingir a perfeição. Para auxiliar nesse processo, a ferramenta 5s é muito indicada, visto que tem intuito de organizar e conscientizar todos os envolvidos da empresa para a limpeza e organização no local de trabalho de maneira lógica para contribuir com a efetividade da produção.

Um grande caminho, não é mesmo?

A filosofia Lean existe desde 1950 e a partir da eliminação das atividades que não agregam valor ao processo, tornou a Toyota o principal exemplo de empresa enxuta no mundo. Para alcançar os objetivos de redução de gastos, é importante entender que os pilares aqui citados não devem ser aplicados de forma isolada, visto que fazem parte de um conjunto estruturado e focado na melhoria de processos de uma organização.


Por: Malu Monteiro

A Optimus Engenharia Júnior é uma empresa de Engenharia de Produção da Universidade Estadual de Santa Cruz. Foi fundada em 2008, e desde então presta serviços de consultoria e treinamentos de qualidade com um preço abaixo do mercado.

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