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Cronoanálise além da técnica utilizada em indústrias



“Tempo é dinheiro”.

Certamente você já ouviu muito isso, e posso te adiantar que não é um simples clichê.

Imagine uma fábrica produtora de embalagens que possui uma produção diária de 5000 unidades. Entretanto, em um certo dia, um maquinário específico sofre uma quebra inesperada, deixando toda uma produção parada para eventuais reparos.

Durante esse tempo de parada, muitas unidades de embalagens poderiam ser produzidas, não é mesmo? Desse modo, haveriam mais unidades disponíveis que consequentemente seriam vendidas, trazendo um maior retorno financeiro para a fábrica.

Mas, o que isso tem a ver com a cronoanálise?


O que é?


Bom, primeiramente você deve estar se perguntando: O que é cronoanálise?

Observando a grafia da palavra parece algo muito relacionado a cronômetro ou análise de tempo, certo? É justamente isso!

A cronoanálise é uma ferramenta voltada para a qualidade, que visa analisar os tempos e movimentos em uma linha de produção e/ou atividades logísticas. Ou seja, basicamente, se resume no estudo dos tempos em que as atividades são realizadas durante um processo produtivo.

Sendo assim, seu objetivo é otimizar os processos, produzindo mais em menos tempo.

Percebeu agora a relação entre tempo, dinheiro e cronoanálise?

Agora vamos ver como isso surgiu!

Como surgiu?

Como em quase todas as coisas que existem no mundo, o que moveu o surgimento dessa ferramenta foi justamente a necessidade.

Pense em uma indústria automobilística, em que existe uma grande demanda por automóveis, mas por outro lado, a indústria não consegue atender a todos esses pedidos.

É preciso produzir mais em menos tempo, não é mesmo? Daí surge a necessidade de uma gestão de tempo mais avançada para atender o mercado.

Com esse pensamento voltado para a gestão de tempo nas indústrias, Frederick Taylor e Frank Gilbreth se debruçaram sobre questões relacionadas a otimização do tempo de cada demanda, avaliando diferentes etapas de uma operação, e o ritmo de execução de cada trabalhador.

Dessa forma, aliando agilidade à execução, seria possível prover melhorias aos processos de trabalho. Tendo esse raciocínio, surgiu-se então a cronoanálise.

A partir disso pergunta-se: Como se dar o processo de implementação da cronoanálise?


Confira a seguir!

Passos para a utilização da cronoanálise

1. Conheça e escolha a operação a ser medida


Primeiramente, é essencial entender como funcionam os processos do negócio em questão (fábricas, indústrias, montadoras, e outros). Desse modo, faz-se necessário ter esses processos mapeados para facilitar a escolha.

Saiba o que é o mapeamento de processos e as suas vantagens

Para que seja possível desenvolver um bom trabalho, escolha aquela operação que é essencial para a criação dos produtos, além disso, não escolha processos automatizados, afinal, será necessário observar o desempenho dos operadores.

2. Escolha o operador que participará das medições

Após a escolha estratégica do processo, a próxima etapa é escolher o operador que participará da cronoanálise.

Esse é um passo muito importante, pois o desempenho do operador avaliado irá representar a capacidade produtiva da equipe. Por conta disso, é essencial que o operador escolhido tenha uma velocidade de trabalho mediana.

Caso a escolha seja feita por profissionais que trabalham mais rápido, os resultados da cronoanálise não serão compatíveis com a realidade, além de que os objetivos estabelecidos seriam inalcançáveis, prejudicando o engajamento da equipe.

3. Prepare o seu equipamento

Para a realização da cronoanálise é necessário um cronômetro e algo para registrar os dados (folha de papel, celular, tablet, etc.). Em alguns casos são usadas câmeras para acompanhar o desempenho do operador, dando uma maior privacidade ao mesmo, a fim de minimizar as variações de desempenho.

4. Atenção a estabilidade das medições

Para que as medições tenham uma certa confiabilidade, é preciso se atentar as tarefas que estão sendo observadas. Elas são estáveis? Possuem fatores externos que influenciam no resultado?

Por conta disso surge a necessidade de se medir vários ciclos de trabalho (repetições), a fim de encontrar uma média do tempo trabalhado.

5. Analise o ritmo de trabalho e defina tolerâncias

Com os tempos coletados, é hora de analisa-los. Primeiramente, com o intuito de analisar o ritmo de trabalho, defina uma porcentagem de 100% para um funcionário que está operando em condições normais. A partir daí será possível determinar uma média padrão e definir as tolerâncias (geralmente estipulam algo em torno de 10%).

Essa taxa de tolerância irá representar momentos de pausa ou da realização de outras atividades que não estão envolvidas com o processo produtivo.

6. Calcule o tempo padrão

Para definir o tempo padrão, precisa-se antes de tudo encontrar o tempo normal.

Mas como se calcula isso?

O tempo normal é calculado através do produto entre a média dos tempos e a porcentagem do rendimento do operador (passo 5).

Diante disso, tendo em mãos o tempo normal e a tolerância definidos, pode-se encontrar o tempo padrão, através da subtração entre o tempo normal e a tolerância estipulada.

A partir desse resultado será possível entender o tempo de produção e estabelecer objetivos para reduzi-lo, por meio de otimizações em determinados processos.

São muitas vantagens, não é? Mas não para por aí. Confira!

Vantagens

A cronoanálise traz vantagens claras e concretas, nas esferas financeiras e estruturais dos negócios. Veja alguns desses benefícios:

  • Aumento da produtividade;

  • Redução de custos de produção;

  • Facilidade para se estabelecer indicadores de desempenho;

  • Proporciona uma base de cálculo de remuneração mais assertiva;

  • Definição de metas de produção mais claras e objetivas.

Enfim, foi possível conhecer um pouco mais sobre a cronoanálise, certo? Notou a importância e o impacto de tal ferramenta para os negócios? Realmente bem interessante.

Agora é só colocar esse conhecimento em prática!

Por: Arthur Felipe


A Optimus Engenharia Júnior é uma empresa de Engenharia de Produção da Universidade Estadual de Santa Cruz. Foi fundada em 2008, e desde então presta serviços de consultoria e treinamentos de qualidade com um preço abaixo do mercado.

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